Em uma sala de aula, se existem professores despreparados ou desmotivados, como a maioria deles hoje está, o governo deve ver o que está acontecendo. O que o professor necessita para exercer sua função da melhor maneira possível? Será que ele está precisando de aumento, de cursos de capacitação ou atualização? Absurdo é o governo aplicar uma “provinha” para o professor e se ele atingir uma certa pontuação recebe um tipo de bonificação salarial.
Quanto ao salário baixo nem se fala. Um professor da rede pública de ensino ganha em torno de 7,00 R$ por aula, ou seja, esse não é um trabalho valorizado, mas que deveria ser pela importância da função desempenhada. Além de salário mais justo, os professores deveriam receber uma taxa de insalubridade, por uma série de fatores que enfrentam, como, por exemplo, situações de estresse e nervosismo.
Se existem alunos desinteressados devem ser apurados os motivos e caso não justifique a indisciplina, há uma só solução: esse aluno deve ser convidado a se retirar da escola. Não quer estudar, então vai trabalhar, não tirar vaga de outros e nem atrapalhar quem está na sala de aula querendo aprender.
E, por fim, outro agravante é a Progressão Continuada. Implantado no governo PSDB, por Mario Covas, esse plano prevê a aprovação automática do aluno de 1ª a 8º série sem se importar se o aluno aprendeu. Não precisa estudar para ter o diploma do Ensino Fundamental na mão. Diante disso, eu me pergunto: pra que escola se for desse jeito?
Nossos governantes não investem em educação, pois não é interessante, para eles é interessante que as pessoas cresçam sem discernimento para saber se o que eles fazem é errado ou não.
Quando existe uma greve na fabrica o patrão vai ver o que os trabalhadores estão reivindicando, pois se ficar tudo parado gera um prejuízo. Mas quando professores ficam em greve qual é o prejuízo ao governante? Por isso não investem na Rede Publica de Ensino.
Escrito por Tales Eduardo Xavier de Freitas

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